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Equipe de Atenção Domiciliar oferece atendimento em casa a pacientes críticos
Programa Melhor em Casa atende pessoas que, por condições temporárias ou permanentes, têm dificuldades para se deslocar até uma unidade de saúde
  • 5 de outubro de 2026
  • 18:05

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Pacientes que precisam de cuidados contínuos de saúde, mas têm limitações que dificultam ou impedem o deslocamento até uma unidade, podem receber atendimento em casa em Sapiranga. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Programa Melhor em Casa leva assistência multiprofissional ao domicílio de pessoas que se enquadram nos critérios clínicos avaliados pela equipe de Atenção Domiciliar.

Além de atender pessoas que permanecem restritas, o serviço permite dar continuidade aos cuidados depois de uma alta hospitalar, nos casos onde o acompanhamento em casa é adequado. A proposta é garantir que o tratamento tenha sequência sem que o paciente precise enfrentar deslocamentos que podem ser difíceis ou até inviáveis diante de cada condição.

Segundo a enfermeira Maura Diehl, servidora da SMS responsável pela atuação da equipe de Atenção Domiciliar, o programa atende pessoas com diferentes condições de saúde, como casos em que sofreram AVC, passaram por cirurgias ou necessitam de cuidados específicos e frequentes. “São pacientes com traqueostomia, gastrostomia ou com algum dispositivo como sondas de alimentação, sonda vesical para urinar”, explica Maura.

O acompanhamento da equipe de Atenção Domiciliar pode envolver situações que exigem curativos extensos, administração de medicamentos por via venosa, cuidados após procedimentos cirúrgicos, orientação nutricional e assistência a pessoas em fase final de vida. Pessoas de todas as idades podem ser beneficiadas com o programa.

Para Maura, acompanhar a evolução de cada paciente representa uma forma de garantir assistência e segurança a pessoas que enfrentam situações de saúde especialmente delicadas. “A finalidade do programa, então, é trazer todo esse cuidado integral e continuado para o paciente no conforto da sua casa, deixando ele assistido e seguro”, afirma. Na prática, o atendimento também reduz a necessidade de deslocamentos e permite que familiares e cuidadores participem de forma orientada do processo de cuidado.

Atendimento que também acolhe a família

Para quem passa pela experiência de receber em casa um familiar que precisa de cuidados permanentes, a rotina pode ser desafiadora. É nesse contexto que a atuação da equipe de Atenção Domiciliar entra em cena, orientando quem está diretamente envolvido com a situação o paciente. Como é o caso a moradora do bairro Vila Irma, Rúbia Seixas da Rocha, que acompanha de perto a recuperação de sua filha após um atropelamento.

A nova realidade trouxe à família uma rotina que antes era desconhecida, mas o acompanhamento recebido em casa tem ajudado a compreender como lidar com as necessidades da jovem. “Pra gente foi uma coisa muito boa, porque até então nunca tínhamos passado por isso. A gente não sabia de nada, como prosseguir, como lidar”, conta a familiar. A mudança de rotina é descrita por Rúbia como uma transformação profunda. “No hospital, a gente tem o atendimento das enfermeiras, dos médicos. A partir do momento que tu chega em casa, a vida dá um giro de 360º”, afirma. Para ela, o apoio recebido também alcança o aspecto emocional. “Além delas virem auxiliar a gente, elas ajudam no sentido emocional (da família) também. Isso é muito legal”, destaca.

A companheira da paciente, Fernanda de Souza Guterres, também destaca a importância do suporte no período que sucede a alta hospitalar. Segundo ela, embora a internação traga preocupações à família, o retorno para casa é uma etapa igualmente desafiadora. “Enquanto ela estava no hospital, a internação era nossa maior preocupação. Mas a alta é tão importante, tão angustiante pra família quanto. A equipe (de Atenção Domiciliar) coloca nosso pé no chão. Quando temos alguma dúvida, não precisamos ir até um posto. Esse atendimento em casa ajuda muito”, relata Fernanda.

Como funciona o Programa Melhor em Casa:

  1. O programa precisa ser indicado pelo hospital, UPA ou pela equipe Atenção Primária.

  2. A equipe de Atendimento Domiciliar avalia o paciente para entender se ele se encaixa no perfil do programa.

  3. Com a aprovação, um plano de cuidados personalizado é criado pela equipe de Atendimento Domiciliar, detalhando o tipo de atendimento necessário, com quais profissionais e a frequência indicada.

  4. A equipe de Atenção Domiciliar visita o paciente regularmente para fornecer o tratamento necessário. Dessa forma, a saúde do paciente é monitorada constantemente, e o plano de cuidados é ajustado conforme necessário.

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