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Aulão de capoeira celebra o Dia da Consciência Negra na Emeb Floresta
Prática envolveu alunos do 6º ao 9º ano
  • 21 de novembro de 2025
  • 15:42

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Para comemorar o Dia da Consciência Negra, a Emeb Floresta envolveu alunos do 6º ao 9º ano em um aulão de capoeira nesta sexta-feira (21). A prática foi conduzida pelo instrutor Vinícius de Oliveira Félix, o Mestre Cachoeira, da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira (Abadá Capoeira). Realizada no mini auditório da escola, o encontro foi complementado por uma exposição de trabalhos artísticos produzidos pelos estudantes, todos refletindo sobre as questões raciais.

A capoeira é uma expressão cultural e esporte afro-brasileiro que mistura arte marcial, dança e música, desenvolvida no Brasil por descendentes de escravos africanos possivelmente no final do século XVI no Quilombo dos Palmares. Caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando primariamente chutes e rasteiras, além de cabeçadas, joelhadas, cotoveladas, acrobacias em solo ou aéreas. Cachoeira explicou que a prática carrega uma mensagem profunda. “A capoeira é um símbolo de resistência. O cordão que usamos remete ao chicote, mas hoje representa a socialização e a conscientização que promovemos o ano todo”, ressaltou.

A data de 20 de novembro, oficialmente instituída como feriado nacional, vai além de uma comemoração, sendo um convite à reflexão. Como destacou Daniel Gevehr, diretor de Patrimônio Histórico e Museus e pesquisador de representações de raça e etnia, é crucial reconhecer a presença e as contribuições da população negra na formação do país, especialmente aqui no estado. “O Rio Grande do Sul é considerado um pedacinho da Europa no Brasil, mas muita gente esquece da presença do negro neste território. Um exemplo é Sapiranga, onde temos cerca de 17% da população auto declarada preta ou parda, o que corresponde a mais de 13.000 sapiranguenses”, explicou. O diretor também conta que a herança africana está entrelaçada na cidade desde a esquecida Vila África, comunidade negra que existia no atual bairro Centenário, até figuras emblemáticas como Pai João, que deu nome ao local onde hoje funciona o CTG Pedro Serrano.

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