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EDUCAÇÃO - Alunos da EMEF Waldemar Jaeger aprendem sobre a leitura em Braille
Sistema para pessoas cegas foi destaque no projeto É Tempo de Despertar para a Leitura
  • 4 de maio de 2017
  • 00:00

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Fotos: Divulgação/EMEF Waldemar Jaeger

Crédito da Notícia: Departamento de Comunicação

Buscando incentivar a leitura entre seus alunos e mostrando as inúmeras possibilidades do mundo da leitura e a acessibilidade que se tem, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Waldemar Carlos Jaeger de Sapiranga promoveu nesta semana um encontro diferente. A professora Ana Lúcia Silveira, da turma 521 do 5.º ano, dentro do Projeto É Tempo de Despertar para a Leitura, trouxe para a sala de aula a experiência de Nathália Bernardy, que nasceu com deficiência visual, e mostrou aos estudantes como ela, mesmo sem a visão, busca mergulhar no mundo da leitura através do sistema Braille.

“Percebemos que a senhora Nathália adora ler, é uma pessoa muito querida e que tem o apoio da família. Foi uma conversa muito agradável”, destacou a professora Ana, colocando que a convidada contou sobre o seu cotidiano, como adquire os livros e quais as dificuldades de acesso a esses livros, além de utilizar a reglete e punção (materiais para a escrita braille) para escrever os nomes da turma.

CURIOSIDADE

No trabalho dos estudantes da EMEF Waldemar Carlos Jaeger, desenvolvido na terça-feira, 2 de maio, foram levantadas questões como o porquê de tantas pessoas não gostarem de ler, se deficientes visuais gostam de ler, as diferenças entre um livro que lemos e de um deficiente visual e se é fácil conseguir livros em braille. Além de responder a estas questões, a convidada Nathália leu histórias, brincou de “o que é o que é?” e contou sobre o seu cotidiano, como adquire seus livros.

“Aprendemos muito”, ressaltou Ana, acrescentando que dentro do projeto várias atividades ainda serão realizadas, assim como o trabalho para Feira Municipal Integrada (Femint) – Ciência Tecnologia e Conhecimento .
O SISTEMA BRAILLE

O sistema Braille é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Pode-se fazer a representação tanto de letras, como algarismos e sinais de pontuação. Ele é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, e a leitura é feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo. Foi criado pelo francês Louis Braille (1809-1852), que perdeu a visão aos 3 anos de idade.

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